33º Feira do Livro de Canoas
Prefeitura de Canoas

A primeira referência histórica do surgimento do município data de junho de 1758, através da doação que Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela, fez ao Coronel Thomáz Luiz Osório, das terras que ficavam às margens da Lagoa dos Patos. Fugindo da invasão espanhola, em 1763, muitos dos habitantes da Vila de Rio Grande buscaram refúgio nas terras pertencentes a Thomáz Luiz Osório. A eles vieram juntar-se os retirantes da Colônia do Sacramento, entregue pelos portugueses aos espanhóis em 1777, cumprindo o tratado de Santo Ildefonso assinado entre os dois países.

Em 1780, o português José Pinto Martins, que abandonara o Ceará em consequência da seca, funda às margens do Arroio Pelotas a primeira Charqueada. A prosperidade do estabelecimento, favorecida pela localização, estimulou a criação de outras charqueadas e o crescimento da região, dando origem à povoação que demarcaria o início da cidade de Pelotas. A grande expansão das charqueadas fez com que Pelotas fosse considerada a verdadeira capital econômica da província, vindo a se envolver em todas as grandes causas cívicas. Pelotas tem a segunda maior concentração de curtumes do Estado e uma das maiores capacidades curtidoras de couro e peles do Brasil.

Pelotas dispõe de um grandioso patrimônio cultural, tombado ou inventariado como patrimônio histórico e cultural. Com a mistura de etnias que caracteriza Pelotas, não é difícil de se compreender a riqueza cultural da cidade. Foi berço e morada de várias personalidades da cultura nacional, como do escritor regionalista João Simões Lopes Neto, de Hipólito José da Costa, do pintor Leopoldo Gotuzzo e de Antônio Caringi. Pelotas é patrimônio histórico e artístico nacional e patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul. Seu belo patrimônio cultural arquitetônico, de forte influência européia, é um dos maiores de estilo Eclético do Brasil, em quantidade e qualidade, com 1300 prédios inventariados. No ano de 2006, Pelotas foi eleita, pela Revista Aplauso, como a cidade “Capital da Cultura” do interior do estado.


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Já caía a tarde do sábado (7) quando os últimos livros da 34ª Feira do Livro de Canoas foram comercializados. O evento foi encerrado oficialmente com um ato no auditório Thedy Corrêa. O prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, prestigiou o último dia da feira. Ele esteve acompanhado da patrona Luisa Geisler, do secretário da Cultura e do Turismo de Canoas, Mauri Grando, e do vice-presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Gilson Oliveira.

Foram 15 dias de intensa programação cultural que atingiu diversos públicos, desde os bebês até os adultos. Também foi uma oportunidade importante para as 22 bancas, que estavam na Praça da Bandeira, comercializarem seus produtos. O Gilson Lara, funcionário de uma das livrarias da feira, destacou que o período fará diferença na lucratividade. “O saldo de vendas é muito positivo. Superior, inclusive, aos períodos que ficamos em nosso ponto fixo. Nos últimos dias da Feira do Livro, nós tivemos um aumento significativo na comercialização de títulos”, afirma. Ele também conta que o público foi atraído pelas promoções e saldões que as bancas propuseram.

Em seu discurso no ato oficial de encerramento, o prefeito Luiz Carlos Busato elogiou a organização da 34ª Feira do Livro de Canoas. “A feira do livro é um evento importantíssimo que, a cada ano, nós fizemos questão de prestigiar, de incrementar e fazer com que cada ano ela seja melhor. Nós vimos, durante esses dias, tantas pessoas envolvidas e preocupadas com a realização da programação. Parabéns a todos”, disse. No mesmo sentido, o secretário da Cultura e do Turismo, Mauri Grando, agradeceu ao público, livreiros, artistas e funcionários que estiveram envolvidos na realização desta edição.

A patrona Luisa Geisler aproveitou o ato para destacar uma singularidade da Feira do Livro de Canoas. “Eu fico pensando, alguma vezes, sobre o que é a literatura. Se são só os livros guardados na estante, se são os escritores já mortos, mas eu vejo que é muito mais. Aqui na feira, nós tivemos a oportunidade de viver a literatura, com escritores presentes, com livros sendo lançados. Isso é que faz com que essa arte se mantenha viva”, disse.

O prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, encerrou a cerimônia prometendo a maior e melhor Feira do Livro para o ano que vem, em comemoração aos 80 anos da cidade.

Os escritores gaúchos Tabajara Ruas e Letícia Wierzchowski foram as atrações da noite desta quinta-feira (5) da 34ª edição da Feira do Livro de Canoas. A plateia do auditório Thedy Corrêa contou também com a presença de alunos das escolas municipais Nancy Pansera, Irmão Pedro, Jussara Polidoro, Ministro Rubem Carlos Ludwig, Max Oderich, Davi Canabarro e do campus de Canoas do Instituto Federal do Rio Grande do Sul.

Com mediação do jornalista e repórter do Diário de Canoas, Jeison Karnal, o bate-papo trouxe ao público questões sobre como narrativas convergem em diferentes manifestações artísticas. Autor de obras consagradas, Tabajara Ruas também atua no cinema desde 1978. Dirigiu, juntamente com Beto Souza, o longa-metragem “Netto Perde Sua Alma”, vencedor de 14 prêmios em festivais nacionais e internacionais de cinema e inspirado em sua obra literária. Já Letícia Wierzchowski tem em seu currículo uma obra conhecida mundialmente, “A Casa das Sete Mulheres”, trilogia que narra a história de amor entre Anita e Giuseppe Garibaldi. A ideia de transformar o livro em uma trilogia surgiu depois que o romance inicial foi adaptado para uma minissérie da Rede Globo, em 2003. A obra destes dois autores evidencia a conexão existente entre literatura, televisão e cinema, tema do encontro.

Além desta conexão, os dois também possuem conexões entre si, no âmbito familiar - o irmão do Tabajara Ruas é casado com a tia de Letícia - e também na literatura. “Os livros nascem dos livros. Histórias se baseiam em outras, em vivências. Comecei a escrever A Casa das Sete Mulheres após ler os Varões Assinalados, do Tabajara. Em um momento do livro, o personagem do Giuseppe Garibaldi vai jantar em um lugar chamado a Casa das Sete Mulheres. Liguei para ele e pedi autorização para escrever sobre este lugar, e então iniciei a pesquisa. Assim nasceu essa obra, a partir de outra. Por isso a importância de estar sempre lendo”, destaca Letícia.

Ainda sobre a importância do livro, Tabajara Ruas acredita que o hábito de ler é capaz de mudar uma sociedade inteira e que só bem escreve aquele que costuma ler. “O escritor se reconhece na leitura. Desde pequeno eu lia bastante e as pessoas achavam estranho, pois a cultura da cidade de Uruguaiana, onde cresci, não admitia um menino gostar de leitura. Eu acabava lendo escondido. Por estas questões acabei fazendo Arquitetura na faculdade, quando sonhava em fazer Letras, e considero que me tornei escritor de verdade com 40 anos. O fato é que nunca deixei de ler, e isso foi muito importante”, salienta o escritor.

O encontro durou cerca de 1h30 e foi transmitido ao vivo através da página do Facebook da Prefeitura de Canoas. Confira o bate-papo completo aqui. A Feira do Livro de Canoas encerra as atividades neste sábado (7).

Criador do famoso bordão “voltaremos”, o porto-alegrense José Antônio Pinheiro Machado, foi a atração da noite desta quarta-feira (4) da 34ª edição da Feira do Livro de Canoas. O jornalista, advogado e escritor ganhou notoriedade como apresentador do programa Anonymus Gourmet, inicialmente exibido na TV COM e, aos sábados de manhã, na RBS TV. Desde 2015, o programa é transmitido pelo SBT, também aos sábados.

Intitulada como “O Livro, uma arma fundamental”, a palestra iniciou por volta das 19h30 e foi introduzida pelo secretário da Cultura e do Turismo, Mauri Grando. “O Anonymus Gourmet é uma figura marcante no nosso cotidiano, presente em diferentes manifestações culturais. Com toda a sua bagagem de conhecimento, nos fala da importância do livro, instrumento tão necessário para o desenvolvimento da sociedade”, destaca Mauri.

No palco do auditório Thedy Corrêa, Pinheiro Machado revelou que, além da cozinha, possui uma outra grande paixão: os livros. “Com apenas 12 anos, fui admitido no jornal Folha da Tarde para escrever no suplemento infantil da publicação. Considero este o marco inicial da minha carreira de jornalista. Já na gastronomia, cheguei através dos livros. O grande incentivador dessa minha paixão foi meu pai, que sempre me levava na Feira do Livro de Porto Alegre e me estimulou a criar um hábito de leitura”, conta o escritor.

O personagem Anonymus Gourmet nasceu através de uma publicação do autor, intitulada “O brasileiro que ganhou o prêmio Nobel - uma aventura de Anonymus Gourmet”, de 1982, considerado um marco na carreira do escritor. A advogada e cozinheira Linda Lutz, colaboradora na cozinha do Anonymus Gourmet, também foi convidada para conduzir alguns momentos da palestra e contar um pouco das experiências junto ao personagem.

Na página do Facebook da Prefeitura de Canoas, é possível acompanhar alguns momentos deste encontro. Clique aqui e confira.

Para quem tem fome de conhecimento, literatura e cultura, a Feira do Livro de Canoas tem muitas opções de obras, incluindo clássicos nacionais e internacionais, livros lúdicos e best-sellers consagrados. Mas, quando a fome fisiológica bate, os visitantes da feira não precisam ir longe para saciar a vontade de comer. Além das 22 bancas de livreiros, auditório, espaços de apresentações culturais e manifestações artísticas, a estrutura na Praça da Bandeira conta com quatro bancas de alimentação, além do Café Literário.

Para matar a fome

O Giovani Rogério já perdeu as contas de quanto tempo trabalha vendendo cachorro-quente, mas estima ser em torno de 20 anos. O Cachorrão de Rodeio está na Feira do Livro pelo segundo ano consecutivo e é opção quando o lanche precisa ser mais reforçado.

Presença marcante em feiras e eventos do estado, o lanche do Giovani chama atenção pelo capricho. A embalagem personalizada dá o tom do cuidado. “As crianças adoram ver a gente preparando o cachorro-quente, principalmente a montagem. Chama a atenção a agilidade”, comenta Giovani.

Quanto custa?

1 salsicha: R$ 8
2 salsichas: R$ 10
Calabresa: R$ 13

Sobremesa na praça

Para quem almoçou em casa, mas quer aproveitar para comer a sobremesa na Feira do Livro, opções não faltam. Mesmo com o frio, o famoso sorvete de casquinha sempre conquista os olhares. Tem também o fondue de morango, servido com chocolate no copinho ou no palito, e o popular churros.

Quanto custa?

Sorvete: R$ 5
Fondue no palito: R$ 8
Fondue no copo: R$ 10
Churros tradicional: R$ 4
Churros Gourmet: R$ 8

Lanche da garotada

Que criança recusa uma batatinha frita? Elas estão fazendo sucesso na feira e são vendidas em tamanhos diferentes, proporcional ao apetite de cada um. O Luiz Felipe, de 5 anos, foi assistir uma apresentação de teatro no Espaço Sesc e escolheu o petisco para acompanhar. “Ele já fez a festa aqui na praça, escolheu os livros, as atrações que quer ver e agora já está escolhendo o que comer. Está aproveitando bastante”, revela a mãe do menino, Tatiana Rodrigues.

E claro que o crepe também não podia faltar. Um lanche feito na hora, doce ou salgado, tem sabores para agradar o público diferenciado da feira.

Quanto custa?

Batata pequena: R$ 5
Batata média: R$ 8
Batata grande: R$ 10
Crepe simples: R$ 7
Crepe duplo: R$ 10
Crepe triplo: R$ 13

Café para aquecer

Para quem prefere uma bebida quente para aquecer, a Feira do Livro ainda conta com o espaço chamado Café Literário, um local fechado, que recebe muitas atrações na programação do evento, como, por exemplo, as sessões de autógrafos dos escritores convidados.

Um lugar para conversas e trocas de experiências que, na maioria das vezes, são acompanhadas por um delicioso café ou chocolate quente, combinando perfeitamente com o clima da época.

Quanto custa?

Os preços no Café Literário variam conforme o pedido. Há opções de sanduíches, doces, salgados, bebidas geladas, entre outros. O carro-chefe, segundo a responsável pelo café, Ivete Vidote, é o pastel. Frito na hora, ele custa apenas R$ 5.

A Prefeitura de Canoas oferece um programa diferente para a população na noite desta sexta-feira (5). Em sua última noite de portas abertas, a Feira do Livro de Canoas traz na programação o Sarau SoPapo Poético - Ponto Negro da Poesia, com a escritora Mel Duarte. A feira encerra as atividades no sábado (6), às 17h.

O sarau é um encontro mensal promovido pela Associação Negra de Cultura (ANdC) desde 2012. A exemplo de outros saraus afro-brasileiros, evoca o protagonismo negro, em uma roda de atuações, reflexões e convivências. Comandando este momento em Canoas, Mel Duarte promete trazer para o debate questões sobre igualdade de raças e gênero.

Sobre a autora

Aos 29 anos, Mel Duarte é poeta, slammer e produtora cultural, atuando com literatura independente desde 2006. Faz parte do coletivo “Poetas Ambulantes” e é uma das organizadoras da batalha de poesias voltada para o gênero feminino “Slam das Minas - SP”.

Os slams são campeonatos de poesia onde, normalmente, os participantes (slammers) têm até três minutos para apresentarem a performance de uma poesia de autoria própria, sem adereços ou acompanhamento musical. No Brasil, os slams se aproximam dos saraus, manifestações culturais da literatura das periferias.

Mel foi destaque no sarau de abertura da Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP), em 2016. Também foi a primeira mulher a vencer o Rio Poetry Slam, um campeonato internacional de poesia que acontece dentro da Feira Literária das Periferias (FLUPP), no Rio de Janeiro. No ano passado, esteve em Angola para representar a literatura brasileira no Festilab Taag, em Luanda.

A autora já publicou dois livros de forma independente, “Fragmentos Dispersos”, em 2013, e “Negra Nua Crua”, em 2016. A obra também foi traduzida para o espanhol e será lançada em outubro deste ano na Espanha.